11/07/2011

INSS: Mudanças nas pensões

Como garantir benefícios justos? Para os que contribuem, usufruir de um benefício após a vida laboral que lhe garanta condições adequadas de subsistência não deveria ser considerado um "favor" do estado, e, sim, a contrapartida de uma fase de acumulação em que  postergamos um consumo imediato em troca de  retiradas futuras; é o que fazemos quando investimos em um plano previdenciário privado.
Nosso regime não é assim, embora na sua origem as chamadas caixa de aposentadorias e pensões (CAP) adotassem um regime de capitalização, utilizamos o regime de repartição, ou seja, contribuintes atuais garantem os benefícios dos contribuintes passados.O sistema é delicado, pois qualquer desiquilíbrio na equação... (continue lendo)


 como envelhecimento da população, maiores gastos e menor número de contribuintes em relação aos aposentados geram os chamados déficts que são bancados pela necessidade de financiamento publico, e  nós pagamos essa conta. Casos  extremos estamos vendo na Europa, países que não controlaram seus déficts estão sendo obrigados a cortar a "carne" implicando em cortes nos benefícios de  aposentadorias.
Algumas medidas estão sendo estudadas pelo Ministério da Previdência, detacando-se a limitação de pensões para beneficiários jovens que não tenham filhos (matéria da folha de São Paulo). Esses beneficiários teriam direito à pensão, por no máximo dez anos e, a pensão, poderia ser reduzida a 70% do que é pago hoje com um percentual para cada filho, até o limite de 100% do valor atual. As viúvas ou viúvos que casarem novamente perderiam o direito à pensão por morte, dado que não dependeriam mais do cônjuge que morreu. Outra medida é a carência para a concessão do benefício que precisaria ter no mínimo 12 contribuições por parte do segurado que morreu.
Não dá para fechar os olhos diante de alguns benefícios hoje concedidos, como as pensões para pessoas com plena capacidade de geração de renda e nem resumir os problemas da previdência à essas pensões; o debate está lançado!.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

QUAL É A SUA OPINIÃO?

Deixe seu comentário e acrescente idéias e respostas.