06/06/2016

Previdência: Quem vai pagar o pato?

Em 2015 o governo federal concedeu cerca de 160 bilhões de reais em desonerações fiscais para setores empresariais impactando suas receitas e resultando no chamado déficit público (déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros) e agora muito provavelmente, você,  segurado da Previdência Social, amargará com a conta  e pagará o pato, pois entre os grandes gastos do governo estão a Previdência Social e a rolagem da nossa dívida pública que se aproxima dos 33 bilhões de reais (22% do PIB).

A conta da Previdência:

A projeção  do  governo é de que o "déficit previdenciário", que fechou o ano de 2015 em R$ 85,8 bilhões, pode atingir um rombo de R$ 133 bilhões este ano e chegar a quase R$ 170 bilhões no ano que vem.  veja o quadro:
Arte O Dia
Como mostra o gráfico, os 5,1 bilhões  de superavit são da Previdência urbana enquanto os gastos da área rural somaram R$ 102 bilhões, cuja receita foi de  apenas R$ 7,3 bilhões, gerando um resultado negativo de R$ 94,5 bilhões. O déficit da área rural é devido a incorporação destes trabalhadores  ao sistema previdenciário sem nunca terem contribuído, o que apressadamente e erroneamente muitos poderão eleger estes trabalhadores como o grande vilão e não atentar que os grandes proprietários e o agronegócio nunca foram chamados para a equação.



Outra proposta polêmica de Temer é a desvinculação dos benefícios previdenciários e assistenciais para deficientes e idosos de baixa renda do salário mínimo. Nela, os benefícios passariam a ser corrigidos anualmente apenas pela inflação. Hoje em dia, os salários dos aposentados são vinculados ao mínimo.

A proposta contida nesse documento é a redução drástica do custeio das despesas visando um superávit nas contas do setor publico, e, como sempre,  elege  a previdência social como o inimigo número 1 das contas públicas, esquecendo que a previdência gera recursos próprios e que seu equacionamento não passa por um congresso e um governo que não foi eleito especificamente para isso.


O que se pode concluir  é que os 33 milhões de beneficiários com média de rendimentos de R$ 1.207,00 serão os principais responsáveis em redimir as contas públicas do pais, enquanto a rolagem desta, continuará a proporcionar ótimas receitas para uma  classe rentista devidamente indexada e protegida.



Dívida pública é quanto o governo deve para entidades e para a sociedade. O governo toma dinheiro emprestado para financiar parte dos seus gastos que não são cobertos com a arrecadação de impostos, ou para a gestão financeira – para alcançar controlar o nível de atividade, o crédito ou o consumo ou para captar dólares no exterior.















  • O valor médio nacional das aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS):

  • Região  Sudeste: ultrapassou o valor de dois salários mínimos (piso nacional), alcançando uma média de R$ 1.364,75.
  • Região Sul, com um valor médio de R$ 1.210,65,
  • Centro-Oeste,  R$ 1.071,46.
  • No Nordeste, o valor médio é de R$ 941,47,
  • Norte é de R$ 913,96.